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Domingo, 5 de Setembro de 2010
18/11/2008
Catadores estudam projeto piloto para o lixo eletrônico

 

Em busca de novas alternativas em defesa da questão sócio-ambiental e da geração de trabalho e renda para os catadores, a Cooperativa de Reciclagem Unidos pelo Meio Ambiente (CRUMA) está discutindo com possíveis parceiros a implantação de um projeto piloto que aprofundaria o trabalho com o lixo eletrônico, voltado inicialmente aos computadores.

 

A proposta inicial é que o projeto tenha um pólo em São Paulo (CRUMA) e outro em Pernambuco (Pró-Recife), com previsão de se estender às demais cooperativas ligadas ao Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR). Os parceiros dos catadores seriam o Comitê para a Democratização da Informática (CDI), que daria suporte técnico, e a Fundação Avina, que financiaria os projetos.

 

As peças e os computadores coletados pelos catadores seriam reaproveitados para se montar outro aparelho. Outros materiais seriam separados por tipo e pelo grau de qualidade e comercializados. Os próprios catadores e membros da comunidade local seriam treinados para manusear e conhecer o valor de importantes peças do lixo eletrônico. Nesse sentido, o CDI possui uma metodologia de formação.

 

Segundo o catador Roberto Laureano da Rocha, que articula o trabalho, as cooperativas de catadores estão muito próximas a essa questão do lixo eletrônico. Essas duas experiências também teriam uma intenção de influenciar as políticas públicas, principalmente na questão da política nacional de resíduos sólidos, que não aborda muito esse tema.  

 

Algumas das inúmeras peças usadas de computadores também têm valores agregados e destinos certos, com compradores em potencial, como as indústrias manufatoras. Sua comercialização aumentaria consideravelmente a renda dos catadores.

 

O computador montado através de muitas sucatas poderia ser passado para outras cooperativas ou famílias, onde os jovens carentes poderiam obter seu primeiro computador. “Nós coletamos muito esse tipo de sucata, que, inclusive, tem muita parada por aí, que pode ser reaproveitada”, disse Rocha.

 

Conversas sobre o lixo eletrônico avançaram: geração de renda, cidadania e ação sócio-ambiental








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