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Domingo, 5 de Setembro de 2010
18/10/2008
Churrasco e música marcam aniversário da cooperativa Nova Esperança

 

A Cooperativa de Reciclagem Nova Esperança completou um ano de atividades no galpão de triagem situado na comunidade União de Vila Nova, em São Miguel Paulista. O evento, que teve direito a bolo de aniversário, refrigerantes, churrasco na brasa e muita música, contou com a presença dos cooperados, dos companheiros da rede Cata Sampa (formada por bases do MNCR), da comunidade local e de representantes da CDHU, parceira social da cooperativa.

 

Entre as atividades programadas para a festa, houve a apresentação do “Cordel da Urbanização”, grupo formado por agentes comunitários que atuam nas comunidades de União de Vila Nova e Vila Jacuí A, conscientizando o povo sobre educação ambiental, entre outros temas relacionados à urbanização da região. Sob o ritmo musical de uma banda nordestina, eles recitaram estrofes falando sobre o progresso dos bairros e o benefício da coleta seletiva através da cooperativa, em homenagem aos catadores. A festa prosseguiu à tarde com muito forró e dança entre os cooperados e a comunidade.

 

O catador Luiz Carlos de Araújo, presidente da cooperativa, disse que a festa de aniversário é muito importante para os catadores e só foi possível com a colaboração da comunidade e da CDHU. “Nós começamos com 32 cooperados e chegamos a ficar em seis cooperados, mas, os cooperados que ficaram não desistiram e estão sempre na batalha. Sempre tem alguém que quer tocar o barco e ajudar a fortalecer. Não podemos deixar a peteca cair. Passamos muita dificuldade. Essa conquista de um ano é fruto da fé de muitos cooperados. Eu acredito que vai gerar muitas coisas boas pela frente”, afirmou animado. Atualmente, a cooperativa conta com 14 membros.

 

Por sua vez, a catadora Luiza Maria Higino ressaltou que o fato de a cooperativa completar um ano já é uma boa conquista. “Está ajudando as pessoas. Muita gente que não tinha como trabalhar, quando é possível chamamos para trabalhar conosco. Pouco a pouco a comunidade está ajudando na coleta seletiva”, disse. 

Conscientização socioambiental

 

Educadora Social da cooperativa, a catadora Selma Maria da Silva articula com as lideranças comunitárias e faz palestras sobre educação ambiental em escolas, postos de saúde e residências, frisando a importância da reciclagem de materiais.  “Para mim é uma coisa muito importante falar sobre a coleta seletiva, sobre o meio ambiente, porque temos que conscientizar desde já as pessoas”, afirmou, salientando que o primeiro aniversário da cooperativa é uma grande conquista. “A cooperativa era um sonho antigo dos moradores e aconteceu, está aí. Um ano de vitória. As coisas estão caminhando e vão caminhar muito mais”, finalizou.

 

A Nova Esperança faz parte de um conjunto de ações sociais promovidas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), dentro do Programa de Urbanização Integrada dos bairros União de Vila Nova e Vila Jacuí A, na região conhecida como Pantanal. 

 

Com importante atuação na preservação do meio ambiente, a Nova Esperança faz coleta seletiva nesses bairros em fase de urbanização e do adjacente Parque Cruzeiro. Dessa forma, a comunidade tem oportunidade de exercer cidadania ao promover o desenvolvimento sustentável, separando o lixo reciclável e destinando-o à cooperativa. 

 

O jovem Fernando Lopes, técnico social da CDHU que atua junto à cooperativa, afirma que o trabalho de articulação na região onde a cooperativa tem implantado o sistema de coleta seletiva tem apresentado bom resultado. Nos pontos onde a população se reúne é falado sobre a coleta seletiva e a melhoria para o meio ambiente, além da geração de emprego e renda para as pessoas que trabalham com esses materiais.

 

“Hoje nós conseguimos implantar a coleta seletiva em cinco escolas aqui no Pantanal. As crianças discutem isso em sala de aula e voltam para casa com aquela informação. Temos dois postos de saúde com núcleos que exercem importantes atividades dentro da região. As agentes comunitárias de saúde visitam cada uma 200 famílias em média. São 15 agentes por posto de saúde. Nas suas visitas às famílias elas falam da coleta seletiva com enfoque de saúde”, explica Lopes.

 

   Cordel da Urbanização: temas sócio-ambientais interpretados pelos agentes comunitários

 

   Cooperados e técnicos da CDHU na foto de aniversário

 

   Festa dos catadores teve direito a bolo e “parabéns a você”

 








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